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Blog · 23 de setembro de 2026

Parei o Mounjaro ou o Ozempic e voltei a engordar: o que fazer em São José do Rio Preto?

Revisão médica: Dr. Luiz Gustavo de Quadros, CRM-SP 125.610Atualizado em
Caneta injetável tampada, deixada de lado ao lado de um copo de água

Se você parou a tirzepatida (Mounjaro) ou a semaglutida (Ozempic, Wegovy) e o peso voltou, você está na situação da maioria das pessoas que param, e esse reganho tem tratamento. O caminho começa por uma avaliação médica que entenda por que você parou, quanto recuperou e o que você quer daqui para a frente. Em São José do Rio Preto, essa avaliação é feita pelo endoscopista Dr. Luiz Gustavo de Quadros, que trata a obesidade com e sem procedimentos.

Por que o peso volta quando o remédio para

Semaglutida e tirzepatida imitam hormônios que o intestino produz depois das refeições. Eles diminuem a fome, aumentam a saciedade e deixam a digestão mais lenta. Enquanto o remédio está no corpo, comer menos fica mais fácil.

Quando o tratamento é suspenso, esse efeito vai embora. O apetite volta ao padrão de antes, e o corpo, que se defende da perda de peso, tende a buscar o peso anterior. Os dois maiores estudos sobre o assunto mostram o tamanho disso:

  • Semaglutida. Um ano depois de parar o tratamento, os participantes do estudo STEP 1 tinham recuperado cerca de dois terços do peso que haviam perdido. A maior parte das melhoras em pressão, glicose e colesterol também regrediu em direção aos valores iniciais.[1]
  • Tirzepatida. No estudo SURMOUNT-4, depois de 36 semanas de remédio, metade dos participantes passou a receber placebo. Esse grupo recuperou em média 14% do peso em um ano. Quem continuou com o remédio perdeu mais 5,5%.[2]

A conclusão dos próprios pesquisadores é que a obesidade é uma doença crônica, e o tratamento precisa continuar de alguma forma. A pergunta prática é: qual tratamento faz sentido manter por anos?

O peso volta por biologia

Muita gente se sente culpada quando o peso volta. O reganho depois de parar o remédio é uma resposta biológica esperada, e o tratamento começa por entender essa resposta.

Por que tanta gente para a caneta

Os motivos mais comuns que aparecem no consultório:

  • o custo mensal do tratamento;
  • efeitos colaterais como náusea, vômitos, prisão de ventre ou cansaço;
  • falta do remédio nas farmácias;
  • não querer aplicar injeção toda semana pelo resto da vida;
  • a ideia de que o remédio seria usado só por um tempo.

Todos são motivos legítimos, e o plano depois da caneta precisa considerar a sua rotina e o seu orçamento, além do número da balança.

O que fazer agora, em quatro passos

1. Não volte ao remédio por conta própria

Retomar a medicação pode ser uma boa opção, mas a dose, o tempo de uso e o acompanhamento precisam de prescrição médica. Evite versões manipuladas ou de procedência duvidosa.

2. Procure uma avaliação médica

Na consulta, o médico vai entender o seu histórico: qual remédio você usou, em que dose, por quanto tempo, quanto perdeu, quanto recuperou e por que parou. Exames de sangue e, quando há indicação de procedimento, uma endoscopia completam a avaliação.

3. Conheça as opções

  • Retomar ou ajustar a medicação, com outro plano de dose e de acompanhamento.
  • Gastroplastia endoscópica, um procedimento sem cortes que reduz o estômago por dentro, pela boca, e ajuda a sustentar a saciedade sem depender de um remédio contínuo.
  • A combinação dos dois, em pacientes selecionados.
  • Balão intragástrico, em alguns casos, como apoio temporário.
  • Cirurgia bariátrica, para quem tem obesidade grave e indicação cirúrgica.

4. Planeje o acompanhamento

Qualquer que seja o caminho, o resultado se sustenta com acompanhamento: nutrição, atividade física, sono e consultas regulares. O procedimento e o remédio fazem parte de um tratamento mais amplo.

Onde a gastroplastia endoscópica entra nessa conversa

Para quem não quer ou não consegue usar a caneta por tempo indefinido, a gastroplastia endoscópica é a alternativa com mais evidência entre os procedimentos sem cortes. No estudo randomizado MERIT, publicado na revista The Lancet, os pacientes perderam em média 13,6% do peso total em um ano, contra 0,8% do grupo que só mudou hábitos.[3] Na experiência brasileira reunida no consenso nacional, com 1.828 procedimentos, a perda média foi de 18,2% em um ano.[4]

O Dr. Quadros estudou quando vale associar o procedimento ao remédio: ele é primeiro autor de uma metanálise publicada em 2026 na revista Surgical Endoscopy que reuniu 10 estudos e 578 pacientes para responder essa pergunta. A combinação mostrou uma vantagem pequena no início, de cerca de 1,9 ponto percentual de perda de peso em sete meses, sem significância estatística. Associar pode ajudar alguns pacientes.[5] O médico decide isso com você, a partir do seu histórico.

Como é a avaliação em São José do Rio Preto

As consultas acontecem na Clínica Quadros, no Georgina Business Park (Av. Anísio Haddad, 8001), e os procedimentos endoscópicos na Kaiser Clínica e Hospital Dia. Para a primeira consulta, leve:

  • o nome do remédio que usou, a dose e por quanto tempo;
  • quanto peso perdeu e quanto recuperou;
  • o motivo de ter parado;
  • exames recentes, se tiver.

O agendamento é pelo WhatsApp (17) 99243-6962.

Perguntas rápidas

Posso voltar a usar a caneta depois de ter parado?

Em muitos casos, sim, com prescrição e acompanhamento médico. A decisão leva em conta por que você parou, como tolerou o remédio e quais são os seus objetivos. Não retome por conta própria nem use versões de procedência duvidosa.

A gastroplastia endoscópica substitui o Ozempic ou o Mounjaro?

São tratamentos diferentes. A gastroplastia reduz o estômago por dentro e ajuda a sustentar a saciedade sem depender de um remédio contínuo. Em alguns pacientes, os dois são associados. A escolha é feita na consulta.

Quanto tempo depois de parar a caneta posso fazer a gastroplastia?

O prazo depende da avaliação completa: exames, endoscopia prévia e histórico de peso. O médico também avalia pacientes que ainda usam a medicação.

Referências

  1. Wilding JPH, Batterham RL, Davies M, et al. Weight regain and cardiometabolic effects after withdrawal of semaglutide: The STEP 1 trial extension. Diabetes, Obesity and Metabolism, 2022. doi:10.1111/dom.14725
  2. Aronne LJ, Sattar N, Horn DB, et al. Continued Treatment With Tirzepatide for Maintenance of Weight Reduction in Adults With Obesity: The SURMOUNT-4 Randomized Clinical Trial. JAMA, 2024. doi:10.1001/jama.2023.24945
  3. Abu Dayyeh BK, Bazerbachi F, Vargas EJ, et al. Endoscopic sleeve gastroplasty for treatment of class 1 and 2 obesity (MERIT): a prospective, multicentre, randomised trial. The Lancet, 2022. doi:10.1016/S0140-6736(22)01280-6
  4. Galvão Neto M, Silva LB, de Quadros LG, et al. Brazilian Consensus on Endoscopic Sleeve Gastroplasty. Obesity Surgery, 2021. doi:10.1007/s11695-020-04915-4Autoria Dr. Quadros
  5. de Quadros LG, Galvão Neto M, Coimbra CC, et al. Comparison of the concomitant use of anti-obesity medications with endoscopic sleeve gastroplasty versus endoscopic sleeve gastroplasty alone: a systematic review and meta-analysis. Surgical Endoscopy, 2026. doi:10.1007/s00464-026-12936-wAutoria Dr. Quadros

Agende uma avaliação e entenda o seu caso.

  • Clínica QuadrosAv. Anísio Haddad, 8001, Jardim Aclimação
  • Kaiser Clínica e Hospital DiaRua XV de Novembro, 3975, Vila Redentora