Se você parou a tirzepatida (Mounjaro) ou a semaglutida (Ozempic, Wegovy) e o peso voltou, você está na situação da maioria das pessoas que param, e esse reganho tem tratamento. O caminho começa por uma avaliação médica que entenda por que você parou, quanto recuperou e o que você quer daqui para a frente. Em São José do Rio Preto, essa avaliação é feita pelo endoscopista Dr. Luiz Gustavo de Quadros, que trata a obesidade com e sem procedimentos.
Por que o peso volta quando o remédio para
Semaglutida e tirzepatida imitam hormônios que o intestino produz depois das refeições. Eles diminuem a fome, aumentam a saciedade e deixam a digestão mais lenta. Enquanto o remédio está no corpo, comer menos fica mais fácil.
Quando o tratamento é suspenso, esse efeito vai embora. O apetite volta ao padrão de antes, e o corpo, que se defende da perda de peso, tende a buscar o peso anterior. Os dois maiores estudos sobre o assunto mostram o tamanho disso:
- Semaglutida. Um ano depois de parar o tratamento, os participantes do estudo STEP 1 tinham recuperado cerca de dois terços do peso que haviam perdido. A maior parte das melhoras em pressão, glicose e colesterol também regrediu em direção aos valores iniciais.[1]
- Tirzepatida. No estudo SURMOUNT-4, depois de 36 semanas de remédio, metade dos participantes passou a receber placebo. Esse grupo recuperou em média 14% do peso em um ano. Quem continuou com o remédio perdeu mais 5,5%.[2]
A conclusão dos próprios pesquisadores é que a obesidade é uma doença crônica, e o tratamento precisa continuar de alguma forma. A pergunta prática é: qual tratamento faz sentido manter por anos?
O peso volta por biologia
Muita gente se sente culpada quando o peso volta. O reganho depois de parar o remédio é uma resposta biológica esperada, e o tratamento começa por entender essa resposta.
Por que tanta gente para a caneta
Os motivos mais comuns que aparecem no consultório:
- o custo mensal do tratamento;
- efeitos colaterais como náusea, vômitos, prisão de ventre ou cansaço;
- falta do remédio nas farmácias;
- não querer aplicar injeção toda semana pelo resto da vida;
- a ideia de que o remédio seria usado só por um tempo.
Todos são motivos legítimos, e o plano depois da caneta precisa considerar a sua rotina e o seu orçamento, além do número da balança.
O que fazer agora, em quatro passos
1. Não volte ao remédio por conta própria
Retomar a medicação pode ser uma boa opção, mas a dose, o tempo de uso e o acompanhamento precisam de prescrição médica. Evite versões manipuladas ou de procedência duvidosa.
2. Procure uma avaliação médica
Na consulta, o médico vai entender o seu histórico: qual remédio você usou, em que dose, por quanto tempo, quanto perdeu, quanto recuperou e por que parou. Exames de sangue e, quando há indicação de procedimento, uma endoscopia completam a avaliação.
3. Conheça as opções
- Retomar ou ajustar a medicação, com outro plano de dose e de acompanhamento.
- Gastroplastia endoscópica, um procedimento sem cortes que reduz o estômago por dentro, pela boca, e ajuda a sustentar a saciedade sem depender de um remédio contínuo.
- A combinação dos dois, em pacientes selecionados.
- Balão intragástrico, em alguns casos, como apoio temporário.
- Cirurgia bariátrica, para quem tem obesidade grave e indicação cirúrgica.
4. Planeje o acompanhamento
Qualquer que seja o caminho, o resultado se sustenta com acompanhamento: nutrição, atividade física, sono e consultas regulares. O procedimento e o remédio fazem parte de um tratamento mais amplo.
Onde a gastroplastia endoscópica entra nessa conversa
Para quem não quer ou não consegue usar a caneta por tempo indefinido, a gastroplastia endoscópica é a alternativa com mais evidência entre os procedimentos sem cortes. No estudo randomizado MERIT, publicado na revista The Lancet, os pacientes perderam em média 13,6% do peso total em um ano, contra 0,8% do grupo que só mudou hábitos.[3] Na experiência brasileira reunida no consenso nacional, com 1.828 procedimentos, a perda média foi de 18,2% em um ano.[4]
O Dr. Quadros estudou quando vale associar o procedimento ao remédio: ele é primeiro autor de uma metanálise publicada em 2026 na revista Surgical Endoscopy que reuniu 10 estudos e 578 pacientes para responder essa pergunta. A combinação mostrou uma vantagem pequena no início, de cerca de 1,9 ponto percentual de perda de peso em sete meses, sem significância estatística. Associar pode ajudar alguns pacientes.[5] O médico decide isso com você, a partir do seu histórico.
Como é a avaliação em São José do Rio Preto
As consultas acontecem na Clínica Quadros, no Georgina Business Park (Av. Anísio Haddad, 8001), e os procedimentos endoscópicos na Kaiser Clínica e Hospital Dia. Para a primeira consulta, leve:
- o nome do remédio que usou, a dose e por quanto tempo;
- quanto peso perdeu e quanto recuperou;
- o motivo de ter parado;
- exames recentes, se tiver.
O agendamento é pelo WhatsApp (17) 99243-6962.
